Programa TRIBUS

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Talentos de Ouro



Chegar ao lugar mais alto do pódio é uma vitória de tanto. Agora, subir ao pódio três vezes e voltar para casa com três medalhas de ouro, não é para qualquer um. O que não faltou foi muita determinação e esforço da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica para brilhar no Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

Sucesso para as atletas, orgulho para o Espírito Santo, que abriga as meninas há dois anos no centro de treinamento. A equipe é composta por três capixabas, a atleta Tayanne Mantovaneli, a técnica Monika Queiroz e a auxiliar técnica Juliana Coradine. O restante da equipe veio de outros Estados, como Bahia; Goiás e Santa Catarina. Antes de Monika Queiroz ser nomeada técnica, a equipe treinava em Londrina, no Paraná. Após a escolha da nova treinadora, as atletas vieram morar no Espírito Santo.

A atleta Marcela Menezes, 21 anos, que veio de Salvador, Bahia, conta que a vinda para o Espírito Santo foi ótima desde o início e com o tempo ficou ainda melhor. “Todas nós adoramos o lugar e o clima. Principalmente a estrutura para treinamentos e a atenção que sempre dão a nós”, comenta.

Quando o assunto é saudade, Marcela comenta que o primeiro ano fora de casa foi o mais difícil. “Todas nós sentimos saudades da família e amigos, mas já estamos acostumadas, e nos apoiamos quanto a isso. Tornamos uma família. Somos praticamente irmãs”, comenta Luisa Matsuo, que veio de Florianópolis, Santa Catarina.


Por trás de tanta exatidão nos movimentos estão as incontáveis horas de treinos. São entre seis e sete horas por dia de treinamento, entre aulas de balé, aquecimento corporal, aquecimentos com aparelhos e preparação física. Sem contar que, no final de cada dia, ainda enfrentam uma sala de aula na faculdade.

A mais recente conquista da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica foi nos jogos Pan-Americanos do Rio, que até hoje ainda é comemorado. A equipe que brilhou e fez o público se emocionar durante as apresentações conquistou para o Brasil três medalhas de ouro, sendo uma por equipe e duas nos exercícios de cordas e arcos com maçã, obtendo a maior nota no primeiro dia de disputas. Na categoria conjunto, a seleção brasileira é atual campeã pan-americana de ginástica rítmica, tendo ficado em 5º lugar nas olimpíadas de Atenas, em 2004.

A atleta Tayanne Mantovaneli comenta que o Pan foi a concretização de um sonho. “ Treinamos muito para chegar até ele. Competir em casa, numa festa tão bonita como foram os Jogos do Rio e com a nossa família toda lá assistindo, foi muito emocionante e teve um gostinho todo especial”, conta.

“Nos preparamos muito para este momento. Nada é por acaso no esporte. Tudo foi milimetricamente testado e aprovado no nosso sistema de treino. Daí as medalhas foram conseqüência. Nunca se esqueçam de que esporte é uma ciência, por isso deve seguir preceitos e regras para que alcancemos o máximo” comenta a técnica Monika Queiroz. E acrescenta: “Iniciamos os treinos na UVV em 2005 e depois os treinos passaram a ser no Deares, em Vitória. Foram anos de planejamento detalhado, tanto para parte coreográfica quanto para parte física e técnica. Na GR não são cabíveis os improvisos e treinos amadores”.

Com tanto esforço e apoio dos amigos, familiares e todos que de alguma forma torceram pela seleção, o resultado esperado era o melhor possível.

E para comemorar junto com a seleção essa conquista, a UVV e a Federação de Ginástica Rítmica do Espírito Santo prestou uma homenagem à equipe de ginastas e às autoridades que contribuíram para que elas conseguissem essas conquistas. As atletas receberam a medalha de Mérito Esportivo e as autoridades receberam medalhas de Mérito em Responsabilidade Social.

Após essa maratona de compromissos, a seleção está treinando sem parar de olho em uma vaga nas Olimpíadas de Pequim. Nesse mês de setembro elas vão para Bulgária, fazer um estágio de treinamento. De lá irão participar do pré-olímpico na Grécia.

“Precisamos ficar entre as doze melhores para conseguirmos a vaga em Pequim. Os treinos estão mais intensos, porque o nível do mundial é ainda mais alto que o Pan, e precisamos nos apresentar tão bem ou melhor do que foi no Pan”, conclui Marcela Menezes.





*Raphael Marques

3 Comentários:

Blogger Marla Bermudes disse...

Elas são nota 100

22 de setembro de 2007 às 20:17  
Blogger Hanna Estevam disse...

So fico triste pq, hoje no Brasil, vc precisa primeiro ganhar uma medalha, para depois ter o reconhecimento. Não se investe no esporte.

23 de setembro de 2007 às 22:23  
Blogger De Última Hora disse...

muito boa matéria

sucesso

4 de outubro de 2007 às 10:02  

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