Programa TRIBUS

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Documentários brasileiros


Uma boa fase se revela ao cinema brasileiro: a dos documentários. Alcançando não só públicos nacionais como também internacionais, as “reflexões da realidade” estão em alta. Porém, ao comparar esse gênero de filmes com os de ficção, se percebe que o circuito de exibição de documentários é bem inferior a dos filmes de ficção. Por que os filmes documentários não conseguem o mesmo sucesso de bilheteria? Será pela segregação de públicos?

O perfil do espectador que gosta de filmes que retratam o fato e confrontam o ser humano com a verdade, normalmente, não se iguala ao perfil do espectador que valoriza obras ficcionais. Os documentários quase sempre são restritos ao mundo artístico o que não disponibiliza a mesma quantidade de salas como também não consegue um sucesso semelhante de vendas. Contudo, uma característica que dá auxilio ao sucesso do filme, é sua longa permanência em cartaz. Apesar de não poder se nivelar a mesma altura dos filmes de ficção, os documentários brasileiros desfrutam do atual sucesso, mesmo este se limitando ao mundo artístico.

Para chegar onde estamos hoje, o cinema brasileiro artístico foi se construindo aos poucos.
Santo Forte e Edifício Master, ambos de Eduardo Coutinho; Ônibus 174, de José Padilha; Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos, de Marcelo Masagão; Janela da Alma, de Walter Carvalho e João Jardim; Nelson Freire, de João Moreira Salles; e Paulinho da Viola - Meu Tempo é Hoje, de Izabel Jaguaribe, são só alguns exemplos de documentários de grande sucesso.

Um dos primeiros documentários a chegar ao circuito foi “Rio de Jano”. O filme é na verdade uma espécie de “making of” do álbum criado pelo cartunista francês Jano para retratar a cidade do Rio de Janeiro. O filme consegue apreender nuances não só das maravilhas da cidade como principalmente da maneira de levar a vida dos cariocas, transformando-se em uma forma de manual da cidade.
Defeitos e pontos positivos, problemas e belezas, todas as características são retratadas no personagem Jano, que faz com que o espectador encarna na pele do Jano para ver a cidade através dos olhos dele.

Os documentários brasileiros são uma forma de trazer mundos diferentes para pessoas de todos os cantos, independente de origem e classe social. Desta forma, o espectador conhece realidades distintas do seu cotidiano o que atua de forma positiva sobre o cidadão e contribui para o conhecimento sobre o próprio país.

Sistema Carcerário no Espírito Santo


A cadeia no Estado

O Sistema Carcerário no Espírito Santo enfrenta sérios problemas. Abusos dos direitos humanos são cometidos diariamente nos estabelecimentos prisionais. As causas dessa situação são variadas e complexas, sem contar a idéia de que o abuso de vítimas--presos e, por isso, criminosos--não merece a atenção pública.


Você já parou para pensar sobre a população carcerária no Estado?? Pois é, aqui não é muito diferente das outras regiões do país.


Jovens, pobres, homens com baixo nível de escolaridade essas são as caras que podemos encontrar, com mais freqüência, nos presídios. E para provar que nossa idéia não foge à regra, uma pesquisa divulgada na Internet indica que mais da metade dos presos tem menos de trinta anos; 95% são pobres, 95% são do sexo masculino e dois terços não completaram o primeiro grau (cerca de 12% são analfabetos). Os crimes mais comuns são roubo, furtos, homicídios e o tráfico de drogas.




Os problemas dos presídios são muitos como, a distribuição do espaço que é relativamente irregular; a detenção de longo prazo em delegacias agrava as torturas cometidas pela polícia; a ausência de assistência médica é outro aspecto bastante preocupante.


Um número de fatores combinam-se para causar tais abusos, entre eles as péssimas condições das prisões, a falta de supervisão eficiente, a abundância de armas, a falta de atividades para os presos.





Raphael Marques

Ravane De Nadai

"O cárcere e a rua"


Ei galera !!!

Tudo bem??

Hoje vou está falando um pouco sobre o documentário "O Cárcere e a rua ", que passou no Cine BR nessa semana na UVV. Na Penitenciária Madre Pelletier, em Porto Alegre a diretora gaúcha Liliana Sulzbach inovou ao mostrar o mundo carcerário por um ângulo pouco conhecido. O documentário relata o dia a dia de três prisioneiras, Cláudia, Daniela e Betânia.

Cláudia é a presidiária mais velha e a mais respeitada devido o tempo que cumpre pena, cerca de 28 anos. Líder na penitenciária, ela protege a novata Daniela, que corre risco de vida por ter sido presa em suspeita de ter matado uma criança (crime que as detentas não aceitam). Cláudia teme em um dia encontrar o filho novamente, pois a última lembrança é quando ele tinha 11 anos.

Daniela, uma jovem de 19 anos e grávida, presa por ser suspeita de ter matado seu filho, consegue a proteção de Cláudia. Considerando-a como sua mãe, sofre ao ver a amiga sendo transferida para o regime semi-aberto. Sem o apoio de Cláudia, tem que se proteger sozinha e acaba no manicômio judiciário.

Betânia, mãe de duas crianças, cumpre sua pena cerca de dois anos e seis meses em regime fechado, foi transferia para o regime semi-aberto, o que dá o direito de sair à tarde para trabalhar e voltar para dormir na prisão. Sofre ao ser transferida, pois tinha um caso amoroso com sua companheira de cela. Logo mudou seu conceito sobre os homens e arrumou um novo namorado. Decidiu então não voltar mais para a prisão, mesmo correndo risco de ser presa novamente.

Liliana Sulzbach, diretora do documentário, tentou mostrar a realidade das mulheres dentro de uma penitenciária. Ao contrário dos homens, as mulheres são abandonadas pelos filhos, maridos e mães. Tenta comover a sociedade, pois ninguém está livre de um dia não ser preso.

Beijinhos
Rubia Scopel

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

TRIBUS

Atualmente o que se observa na sociedade pós-moderna é a existência de tribos que representam a maneira dos jovens se expressarem, seja política, social ou economicamente. É uma forma de sinalizar aos outros o que se é, ou nao é.

Assim, criam-se grupos de pessoas com maior afinidade, são interesses semelhantes e opiniões parecidas. Os jovens se reúnem em grupos por questões de identificação; são meios em que se sentem bem, podem dialogar os mesmos assuntos, compartilham das mesmas vestimentas, ou seja, se sentem entendidos. Essas tribos se diferenciam, umas das outras, por meio das crenças, pensamentos, opiniões, gostos musicais, ídolos, roupas, acessórios, ente outras coisas.

“[...] aspectos da cultura juvenil contemporânea, como a formação de novas tribos, a influência dos meios de comunicação da massa, dos vestuários (uso de piercings, umbigos à mostra, etc.) e dos novos valores sobre as formas de sociabilidade. [...]”
MAFFESOLI, M. 2005, p.11

Um Programa de Rádio voltado para as tribos é uma forma interessante de conhecer os diferentes grupos que convivem num mesmo espaço social, o campus acadêmico da UVV. Comportamentos, hábitos, idéias, gírias e até mesmo as maneiras de se expressar individualmente.

O projeto Rádio Poste produzido pelos alunos de Jornalismo da UVV é disponível dentro, apenas, do campus do Centro Universitário. De forma inovadora a equipe Tribus resolveu ampliar o acesso e, assim criou o blog Programa Tribus.

O objetivo será mergulhar, sem preconceito, em mundos diferentes!

Agora é com você, fique a vontade: leia, discuta e deixe seu comentário!! =]
Equipe TRIBUS:
Martha Denk
Raphael Marques
Ravane De Nadai
Rubia Scopel

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